O AMOR DE DEUS SALVAINTRODUÇÃO:
Deus ama toda a humanidade, deseja ter comunhão pessoal com todos os homens e não faz acepção de pessoas. Contudo textos como: 
• “Então disse o Senhor a Moisés: ... Eu, porém, endurecerei o coração de Faraó” (Ex 7.3); e
• “Eu endurecerei o seu coração, para que não deixe ir o povo... Assim diz o SENHOR: Israel é meu filho, meu primogênito. E eu te tenho dito: Deixa ir o meu filho, para que me sirva; mas tu recusaste deixá-lo ir; eis que eu matarei a teu filho, o teu primogênito.” (Ex 4:21-23);
Estes, dentre outros textos, poderiam levar alguém a pensar: 
• “Como pode Deus amar todos os homens, se ele endureceu o coração de Faraó para que não liberasse o povo de Israel e depois acusá-lo por não ter deixado o povo sair do Egito?”;
• “Essa atitude de Deus não é incoerente? 
• Não é uma injustiça divina?  
• Por que Deus faz distinção entre ‘meu primogênito’, referindo-se a Israel e ‘teu primogênito’ referindo-se ao filho de Faraó? Isto não é acepção de pessoas? 
• Por que Deus disse que mataria o filho de Faraó por não liberar Israel, se quem o induziu a não liberar o povo foi o próprio Deus?”
E mais ainda, na esteira da lógica destes pensamentos outras argumentações, sob forma de questionamentos, poderiam surgir como: 
• “Quem consegue resistir a Deus, ou confrontá-lo? 
• Se Deus sabe que é imbatível, por que razão endureceria o coração de Faraó? 
• Ele faria isto para demonstrar seu próprio poder? 
• Se esta era a intenção de Deus, isto não seria a marca do exibicionismo divino versus a impotência de quem possa resistir-lhe? etc.” 
De fato, à luz da simples leitura dos textos acima, estas argumentações parecem ser bem razoáveis. Porém sabemos muito bem, pelo caráter de nosso Deus, que as idéias que norteiam os argumentos acima não se aplicam a Ele. Então, como entendermos as afirmações divinas nos textos citados?
 
COMO E PORQUE DEUS ENDURECEU O CORAÇÃO DE FARAÓ:
Vamos iniciar fazendo uma diferenciação entre Faraó-homem, Faraó-rei e Faraó-deus. O primeiro é o ser humano natural, não regenerado pelo poder de Deus, que não compreende as coisas do Espírito de Deus, que é governado por seus impulsos naturais (1 Coríntios 2.14). Ainda que não saiba, esse homem natural está sob o domínio de Satanás. O segundo, Faraó-rei, era o administrador do Egito, o homem responsável pelo sucesso e prosperidade do reino sob sua responsabilidade. Ainda que estivesse firme em seu trono, alheio à opinião pública e não sofresse risco de ser destituído do cargo, como administrador, ele certamente não queria o surgimento de qualquer situação que comprometesse seu povo. O terceiro, Faraó-deus, era aquele homem considerado como um ser divino, de acordo com a mitologia do Egito. Portanto, como representante da potestade satânica que governava o Egito.
A partir do entendimento destas três funções de Faraó e de um estudo minucioso do texto sagrado poderemos entender os textos citados e outros paralelos a eles. Então, facilmente concluiremos o óbvio: Não temos um Deus preconceituoso, e Israel não era o único povo amado pelo Deus Eterno. 
É fato que a Bíblia Sagrada registra, inúmeras vezes, a expressão “endurecerei o coração de Faraó” e outras análogas proferidas por Deus, como em Êxodo 9.12; 10.1,20,27; etc. Entretanto, observamos no contexto que essa expressão sempre aparece acompanhada por expressões do tipo: “...saberão que eu sou o Senhor...” (Êxodo 7.5);  “Nisto saberás que eu sou o Senhor...” (Êxodo 7.17); “...para que saibas que eu sou o Senhor no meio desta terra” (Êxodo 8.22); “...para que saibas que não há outro como eu em toda a terra” (Êxodo 9.14); “...para que o meu nome seja anunciado em toda a terra” (Êxodo 9.16); “ ...para que contes aos ouvidos de teus filhos....para que saibais que eu sou o Senhor” (Êxodo 10.2); etc. (grifo intencional meu). É interessante notarmos que essas expressões repetidas, quase à exaustão, são dirigidas à nação egípcia, ao povo de Israel e a todos os povos da terra.
Diante destas observações fica claro que a visão salvadora de Deus alcança toda humanidade e não se restringia a Israel. Mas, então, por que razão Deus usou a expressão “endurecerei o coração de Faraó”? Que significado estava por trás dela? A leitura, atenta, do texto e do contexto onde a expressão se encontra deixa claro que:
1 - O Senhor Deus apresenta-se como o Deus Todo-Poderoso, e como único Deus em toda a terra;
2 - Os egípcios deveriam reconhecê-Lo desta forma, como o Deus Todo-Poderoso. Diante das pragas isto em parte ocorreu. Vou citar algumas referências:
a) Os magos, líderes religiosos egípcios (na verdade eram feiticeiros), reconheceram isto: Êxodo 8.19;
b) A população egípcia, em geral, reconheceu este fato: Êxodo 9.20; 10.7;
c) Os estrangeiros que habitavam no Egito reconheceram. Alguns até acompanharam os judeus em seu êxodo: Êxodo 12.38; e
d) O próprio Faraó-homem chegou a reconhecer isto: Êxodo 8.8, 25; 9.27,28; 10.16,17;
3 - O Deus dos israelitas é Todo-Poderoso e quer fazer-se conhecido em toda a terra;
4 - As oposições satânicas e mitológicas do Egito não poderiam suplantar o Soberano Deus. Na verdade ferir o Nilo, enviar as pragas, e culminar com a morte dos primogênitos era a mão do Deus Eterno sobre os deuses do Egito: “...passarei pela terra do Egito ....e sobre todos os deuses do Egito farei juízos. Eu sou o SENHOR. (Êxodo 12.12); “...havendo o SENHOR executado os seus juízos nos seus deuses. (Números 33.4);
5 - Os fatos que estavam se desenrolando no Egito, os fatos que a eles se seguiriam, e a manifestação do poder do Deus Eterno naqueles episódios serviriam para fazê-Lo conhecido entre todas as nações. Quarenta anos depois, isto ainda era falado entre as nações: “Porque temos ouvido que o SENHOR secou as águas do mar Vermelho diante de vós, quando saíeis do Egito, ... porque o SENHOR, vosso Deus, é Deus em cima nos céus e embaixo na terra. Josué 2.9-11;
6 - Aquela geração de judeus retirantes, que era testemunha ocular daqueles acontecimentos, deveria reconhecer o poder de Deus, honrá-Lo e contar seus feitos a seus descendentes: “para que contes aos ouvidos de teus filhos e dos filhos de teus filhos as coisas que fiz no Egito e os meus sinais que tenho feito entre eles; para que saibais que eu sou o SENHOR.” (Êxodo 10.1,2)
Diante destes fatos ficam claras algumas respostas do porquê da expressão divina “endurecerei o coração de Faraó”. Mas qual terá sido a atitude pessoal de Faraó em relação a Deus. Trataremos deste assunto a seguir.
 
COMO E PORQUE FARAÓ ENDURECEU SEU PRÓPRIO CORAÇÃO:
Se é fato inconteste de que o texto sagrado registra que Deus endureceria o coração de Faraó, também é inquestionável o registro de que Faraó endureceu-se, ou seja, Faraó estava predisposto a endurecer seu coração para não reconhecer a soberania do Deus de Israel. Inúmeros textos bíblicos respaldam esta afirmação. Por exemplo: “Mas Faraó disse: Quem é o SENHOR, cuja voz eu ouvirei, para deixar ir Israel? Não conheço o SENHOR, nem tampouco deixarei ir Israel.” (Êxodo 5.2); e outros com o mesmo teor, como: Êxodo 7.14,22; 8.15,19; 9.35; etc.
Importante notar que o contexto que acompanha o auto-endurecimento do coração de Faraó sempre registra a expressão é: “como o Senhor tinha dito”. Analisando detidamente esta expressão em seu contexto ficam transparentes as idéias:
1 - Revelação da presciência divina, isto é, o conhecimento antecipado que Deus tem dos fatos futuros;
2 - Deus sabia que o coração de Faraó era obstinado, teimoso, duro, inflexível. Isto porque ele como Faraó-rei considerava-se o “todo-poderoso” do mundo, visto que o Egito era a maior potência mundial; e ainda, porque ele como Faraó-deus considerava-se uma divindade e por isto não reconhecia o Deus Eterno a ponto de, debochadamente, perguntar e afirmar: “Quem é o SENHOR, cuja voz eu ouvirei, para deixar ir Israel? Não conheço o SENHOR, nem tampouco deixarei ir Israel.” (Êxodo 5:2);
3 - A oportunidade que Deus dava a Faraó-rei para liberar o povo de Israel do cativeiro era, ao mesmo tempo, a oportunidade em que ele (Faraó) revelava sua obstinação interior como Faraó-deus. Então, facilmente podemos entender a expressão divina “endurecerei o coração de Faraó”, como se Deus dissesse: “conheço o coração de Faraó; e darei a ele a oportunidade de endurecer-se contra mim ao revelar publicamente seu coração obstinado”;
4 - Deus valeu-se da própria obstinação de Faraó, no desempenho de suas funções de Faraó-rei e Faraó-deus, para alcançar os objetivos que enumerei anteriormente nos pontos 1 a 6. Note que nos pontos ali listados ressalta-se sempre a visão divina em relação à humanidade;
5 - Por trás das expressões “meu primogênito” e “teu primogênito” do texto de Êxodo 4.21-23 fica claro o entendimento de que se tratava de descendências no campo espiritual. “Meu primogênito” referia-se a Israel, como representante da filiação divina do Deus Todo-Poderoso e de onde viria o Salvador de toda humanidade, enquanto “teu primogênito” referia-se ao filho de Faraó-homem como representante da filiação satânica de Faraó-deus.
 
CONCLUSÃO:
Diante do que a Bíblia claramente nos revela, fica firmemente provado que Deus nunca fez ou faz acepção de povos ou de pessoas. Mais ainda, que sua visão salvadora alcança toda a humanidade. Portanto, do que textualmente analisamos podemos inferir duas grandes conclusões:
1ª - Aquele episódio que estava em curso no Egito tratava-se de um embate titânico entre duas forças antagônicas, a saber: a descendência divina e a descendência satânica.
2ª - O que estava por trás da expressão “endurecerei o coração de Faraó” não era um exibicionismo divino. Ao contrário, era a manifestação do amor do Todo-Poderoso para fazer-se conhecido na História e alcançar todas as nações da terra. Era a onipotência do Deus Eterno diante da impotência dos deuses egípcios. 
 
ENVOLVIMENTO DE MOIÉS/IGREJA NO EMBATE ESPIRITUAL:
 Do exposto ficam as seguintes perguntas: Será que, naquele confronto espiritual, Deus deixou seu trono de glória para medir forças com Satã? Qual foi o modo de agir divino (sua estratégia) naquele duelo? Como Ele age, hoje, em situações análogas? A Igreja também está num confronto espiritual contra as hostes do mal? 
As perguntas acima nos levam a refletir como Deus procedeu naquele episódio. É o que chamamos de o modo de agir, a forma de operar, o “modus operandi” ou estratégia divina. Inicialmente é preciso notarmos que aquele duelo não se tratava de um dualismo, isto é, o erro doutrinário que põe o Deus Eterno medindo forças, em pé de igualdade, com Satanás. Absolutamente não!!! Satanás não é, nunca foi e jamais será páreo para o Deus Todo-Poderoso. Deus não deixou seu trono de glória para envolver-se naquele confronto. Naquela ocasião, embora Ele tomasse aquela questão para Si, Ele agiu comissionando um de seus servos – Moisés – para representá-lo e para vencer aquele confronto com a autoridade d’Ele delegada àquele servo. Note: “E disse o SENHOR: Tenho visto atentamente a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheci as suas dores. Portanto, desci para livrá-lo da mão dos egípcios e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa e larga .... Vem agora, pois, e eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu povo, os filhos de Israel, do Egito. (Êxodo 3:7-10).
O Senhor enviou Moisés para aquele confronto. Ainda hoje Ele envia a Igreja, os remidos pelo sangue de Jesus Cristo, à missão de libertar os homens deste mundo, que estão sob o cativeiro de Satanás. Marcos 16.15,16; 1 Pedro 2.9,10; etc.
Para ser enviado àquele confronto espiritual Moisés teria que cumprir certos pré-requisitos. Uma ligeira análise da trajetória daquele servo de Deus nos revela que algo marcou sua vida – A experiência do Sinai. De igual modo, para sermos enviados ao mesmo confronto espiritual precisamos da marca do Calvário – a experiência da conversão a Jesus Cristo.
Houve um tempo em que Moisés, através de seus pais, foi instruído acerca do Deus de Israel. Logo após foi entregue ao palácio e, pela filha de Faraó, foi instruído em todas as ciências. Mais tarde ele quis, a seu modo, libertar os hebreus da tirania egípcia. Era o Moisés antes do Sinai. “Então, lhe disse a filha de Faraó: Leva este menino e cria-mo.... E a mulher tomou o menino e criou-o. E, sendo o menino já grande, ela o trouxe à filha de Faraó, a qual o adotou....” (Êxodo 2:9,10); “Moisés foi instruído em toda a ciência dos egípcios e era poderoso em suas palavras e obras” (Atos 7:22); “E aconteceu naqueles dias que, sendo Moisés já grande, saiu a seus irmãos e atentou nas suas cargas; e viu que um varão egípcio feria a um varão hebreu, de seus irmãos. E olhou a uma e a outra banda, e, vendo que ninguém ali havia, feriu ao egípcio, e escondeu-o na areia.” (Êxodo 2:11,12).
Descoberta a sua atitude criminosa Moisés fugiu para o deserto do Sinai. Ali pastoreou ovelhas, casou-se e foi chamado por Deus para liderar a saída dos hebreus do Egito. Sua chamada deu-se através de experiência marcante. Com sinais miraculosos Deus se “apresentou” a Moisés pois ele apenas o conhecia tecnicamente. Era a gloriosa experiência do Sinai. O marco de sua genuína conversão. “E apareceu-lhe o Anjo do SENHOR em uma chama de fogo, no meio de uma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia.” (Êxodo 3:2); “Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus.” (Êxodo 3:6). Somente após aquela experiência, após reconhecer sua incapacidade para a grande tarefa, e após de ter sido tratado e enviado por Deus é que vamos encontrar Moisés vencendo aquele confronto espiritual. Era o Moisés após o Sinai. 
Assim como Deus tratou das imperfeições de Moisés e usou-o como poderoso instrumento em suas mãos para desbancar o poder satânico do Egito e dar liberdade ao seu povo Israel; assim também Deus quer usar a cada um de seus servos – a Igreja – para destronar as potestades do inferno e proclamar o evangelho de libertação a todos os homens do mundo. Façamos pois isto, para a glória de Deus!
 
CONVITE:
Concluo estas considerações bíblicas lembrando ao amigo que Deus nunca desistiu de você; ao contrário, você sempre esteve incluso no campo da visão divina para a salvação de tua alma imortal. Ele nos responsabilizou como Igreja, para falarmos isto a você. Portanto, entregue HOJE a tua vida aos cuidados do Senhor Jesus Cristo. Receba-o como Salvador da tua vida AGORA. Deus te abençoe!
 

 

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