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Pelo que façamos festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e
da malícia, mas com os asmos da sinceridade e da verdade.(1Co 5:8)
Meus amados e queridos irmãos, o período de final de ano é marcado pela grande
quantidade de festas, são casamentos, formaturas e as festas tradicionais de natal e ano novo. É
comum, nesta época, recebermos cartões que terminam com a frase: "Boas festas".
Não há nada de errado, um cristão participar de festas, ao menos que sejam festas
escandalosas e não condizentes com a nossa postura como servos de Deus. Mas as festas
comuns, podem até ser uma grande oportunidade de evangelização. O povo de Israel era
conhecido pela celebração de festas: "Bem-aventurado o povo que conhece o som festivo" (Sl
89:15). Jesus realizou o seu primeiro milagre em uma festa (Jo 2.11) e sempre que podia estava
presente em alguma festa: "Depois disso, havia uma festa entre os judeus, e Jesus subiu a
Jerusalém." (Jo 5:1) Mas o mestre não perdia uma oportunidade de pregar: "E, no último dia, o
grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, que venha a
mim e beba." (Jo 7:37).
Apesar dos bons exemplos, existem alguns perigos por trás das festas, para os quais devemos estar atentos:
I _ Esquecer do plano de Deus (Ex 32.1-8 / 1 Co 10.7)
O povo de Israel havia saído do Egito, a terra da escravidão por 400 anos. Viram as pragas,
passaram pelo mar a pés enxutos, contemplaram o Jeová Rafá sarar as águas, e deveriam estar
prontos para receber a lei de Deus e entrar na terra prometida, porém, enquanto Moisés orava e
jejuava durante 40 dias, o povo começou a celebrar uma festa profana que desagradou ao
Senhor e irritou o homem mais manso da história (Moisés), a ponto de ele quebrar as tábuas da
lei. Ao escrever aos coríntios, Paulo nos alerta para que não sejamos idólatras como eles. Parece
que a festa naquele momento passara a ser mais importante do que o propósito de Deus para
Israel.
AIgreja saiu do mundo (Egito) e está caminhando para a terra prometida. Não sejamos idólatras
a ponto de tornarmos o a festa de natal mais importante do que o Cristo do natal, de tornarmos o
presente mais importante do que a presença de Deus em nossas festas, de tronarmos a bebida
mais importante do que a bebida espiritual daquele que no último dia da festa disse: "Quem tem
sede venha mim e beba". E não nos esqueçamos jamais que: "... o Reino de Deus não é comida
nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo." (Rm 14:1)
II _ Desonrar as coisas sagradas (Dn 5.1-6)
A festa de Belsazar parecia uma festa como qualquer outra, o pai havia viajado e o
jovem rei estava aproveitando as honrarias do palácio, era só alegria até o momento em que uma
mão misteriosa escreveu na parede uma sentença que só foi decifrada por Daniel (MENE,
MENE, TEQUELE PARSIM) "Esta é a interpretação daquilo: MENE: Contou Deus o teu reino
e o acabou. TEQUEL: Pesado foste na balança e foste achado em falta. PERES (PARSIM)
Dividido foi o teu reino e deu-se aos medos e aos persas.
Esta teria sido apenas mais uma festa no palácio se Belsazar não tivesse usado os vasos
sagrados do templo de Salomão que seu avô, Nabucodonozor, havia trazido quando tornou Judá
cativo na Babilônia. Esta profanação custou caro. O reino foi divido e dado aos medos e persas.
Devemos ter cuidado para que durante estes dias de festas, não venhamos brincar com as
coisas sagradas. O nosso corpo é sagrado, templo do Espírito Santo. Devemos ter cuidado com o
que vestimos, o que comemos e o que bebemos. O culto é sagrado. Muitos nos dias de festa
desprezam o culto em detrimento de alguma comemoração. Deve-se ter cuidado com as
chamadas "piadas gospel" para não usarmos a Bíblia e as coisas sagradas em tom de brincadeira e
não tomarmos o nome do Senhor em vão.
III _ Tomar decisões erradas (Jo 19.13-18)
A multidão que diante de Pilatos gritava "Crucifica-o, Crucifica-o" era a mesma
multidão que poucas horas atrás critavam "Bendito o que vem em nome do Senhor" e qual seria o
motivo da mudança tão repentina, o evangelista João diz que era a preparação da páscoa. (Jo
19.4). Todos estavam preocupados demais com o "espírito da festa" e induzidos pelos inimigos de
Jesus escolheram a Barrabás.
Cuidado com as decisões nestes dias de festa, pois, é comum muitos comprarem o que
não precisam com o dinheiro que não têm para impressionar quem não conhecem (Rev.
Hernandes Dias Lopes). E quando o ano escolar começa, caem na real e ai já é tarde, escolheram a
Barrabás!
IV _ Se associar com os falsos irmãos (1 Co 5.11 / Jd 12)
"Mas, agora, escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for
devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem
ainda comais." (1 Co 5.11). Santidade está diretamente relacionado a SEPARAÇÃO, portanto
não devemos nos unir com aqueles que entenebrecidos pelo "espírito de natal" dão escândalo
para o Reino de Deus.
Meus amados. A nossa alegria é espiritual e podemos, como Israel, celebrar uma
festa no deserto, em meio às dificuldades, em meio à crise e as adversidades (Ex 5.1).
Devemos convidar Jesus e seus discípulos para a nossa festa (Jo 2.2) e assim estaremos
usufruindo das verdadeiras alegrias de uma festa.
Não nos deixemos levar pelo espírito do consumismo, da glutonaria e da bebedice.
Sejamos santos em toda a nossa maneira de viver e sigamos o conselho do apóstolo Paulo:
"Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo
para a glória de Deus." (1 Co 10:31)
Pr. João Neres.
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